Há um bom tempo não escrevo sobre a minha vida, meus pensamentos... há um bom tempo não escrevo sobre coisa alguma. Acontece que toda vez que quero escrever, me falta tempo... lembro que preciso fazer algo ‘mais importante’ do que por o arquivo da minha vida em dia e assim, o tempo vai passando e as emoções vão se juntando. Outras vezes, paro para escrever e nada escrevo, os pensamentos estão todos desconexos, não fazem sentido nenhum, mesmo para mim. Enfim, sumi! E pretendo melhorar a frequência dos meus posts porque me faz muita falta atualizar o blog.
Sobre a minha vida...
Estou ótima com meus pais, acho que nunca estivemos tão bem! Parar de fazer as coisas que me pesavam a consciência ajudou muito nesse ponto, sabe... não ter segredos, saber que eu também posso ser uma filha da qual os pais se orgulham. Não sei se meus pais tem orgulho de mim, mas tenho feito o máximo para isso, para que eles possam colocar a cabeça no travesseiro e sentirem-se em paz.
A faculdade também tem sido ótima. É muito mais difícil e, ao mesmo tempo, muito mais divertida do que eu imaginava. Não digo perfeita porque me toma 80% do tempo que eu costumava gastar com meus amigos, primeiro porque é cara e eu não tenho dinheiro o suficiente para pagá-la e sair todo fim de semana e segundo que, mesmo que eu tivesse dinheiro, me falta tempo... tem que estudar a todo momento, não pode dar mole, é difícil. Mas tirando isso, esta uma maravilha.
Cada vez que entro em minha sala de aula, cada vez que me pego pensando “já é sexta, vou passar dois dias em casa sem aula...”, cada vez que me surpreendo com o conteúdo de minhas matérias, cada vez que me fascino, cada vez que faço alguma piada sobre teorias psicológicas, tenho mais e mais certeza de que fiz a escolha certa.
Tenho feito entrevistas de emprego e sinto que estou ficando boa em me apresentar socialmente à alguém, em parecer séria, centrada, adulta... E tenho essa sensação engraçada de que minha carreira começará logo menos.
Claro, nem tudo é um mar de rosas.
Meu tio avô está muito doente e todos os médicos dizem que não há muito mais a se fazer (pretendo escrever sobre isso mais detalhadamente em outro momento). Não é como se a vida achasse que minha família teve uma perda grande o suficiente. Porém, acredito que morrer (assim como nascer) são coisas totalmente alheias a vontade das pessoas que continuarão vivas (ou já estavam vivas, se o caso for nascer), portanto, por mais que doa, a gente tem que aceitar.
Nem todos os meus amigos acreditam que eu estou realmente sem tempo e dinheiro para sair, vê-los. O que me dói bastante, digo, é bem obvio que eu queria sair, beber e esquecer um pouco da vida séria (por mais que eu esteja gostando) de vez em quando, sabe... vida social faz muito bem e eu sinto saudade da minha, mas acho que eles pensam que eu estou confortável assim.
O fato d’eu estar demasiadamente animada com a faculdade, em começar a trabalhar e etc., as vezes me assusta. Eu quero sim ser uma mulher bem sucedida, ótima carreira e tudo mais, mas tenho medo de virar uma daquelas mulheres (que eu admiro muito) que vivem pelo trabalho, amam seu trabalho. Não é algo ruim, acho que eu seria bem feliz assim. No entanto, às vezes tenho essa vontade louca de ter um marido, filhos, almoço de domingo na casa dos meus pais/sogros.
Resumindo, as coisas não estão fáceis e meus dias estão cheios de altos e baixos. Mas se eu fosse colocar numa balança a minha felicidade e a minha tristeza, a felicidade com certeza estaria mais pesada. É como se eu soubesse que a tristeza que sinto constantemente faz parte do caminho para o sucesso e que, a cada dia, as chances de conquistá-lo aumenta.