Eu não sou de demonstrar minhas fraquezas, não quando elas estão acontecendo.
Há, mais ou menos, um mês eu venho negando para mim mesma toda essa situação, mas eu não posso mais. Então hoje, dia 16 de Setembro de 2009, ás 15:30 eu confesso: Estou com medo.
Medo, assim como todas as outras fraquezas, nos faz um bem danado, pois nos mostra até onde podemos ir, o que precisamos mudar e até onde vale a pena seguir em frente. E ninguém, em nenhum lugar no mundo, pode negar que tudo isso nos faz evoluir.
Você deve estar se perguntando do que eu estou com medo, afinal. Tenho medo da perda, perda carnal eterna (Lê-se morte de um ente querido). Tenho medo de crescer, do mundo, das pessoas, do escuro, da solidão... mas posso seguir em frente com todos eles, mas não posso seguir em frente sem o dono dos meus olhos preferidos, não sem deixar um pedaço de mim para trás.
Acontece que esse medo não faz evoluir e, por tabela, está me "prejudicando". Não consigo ir visitá-lo, mesmo sabendo que minha visita o deixaria feliz, a felicidade que ele precisa sentir. Mas visitar alguém com uma certa idade, com um câncer maligno e que não pode ser operado é um tanto quanto difícil para mim. Não posso entrar pela porta e olhá-lo sem dar ouvidos a voz que berra em minha mente: Ele está morrendo.
Me dói menos ficar em casa tentando colocar na minha cabeça que ele está bem, que vai acordar um dia com a mesma disposição de sempre, me chamando de "bonequinha linda do vô" e etc.
Um tanto quanto egoísta, que me desculpem.