Dezoito anos,
não plantei uma árvore, não planejei uma casa, não desejei uma vida.
Dezoito anos,
não conheci um garoto interessante, não fui amada, não escrevi um poema de amor.
Dezoito anos,
não cantei uma música para alguém, não recebi uma serenata, não fiz sexo por amor.
Dezoito anos,
não viajei sozinha, não dei sentido à vida, não pensei no futuro.
Dezoito anos...
... e eu ainda não fiz nada
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Ela me ligou convidando-me para o noivado dela. Primeira vez que alguém me convida para uma festa de noivado e, sinceramente, eu esperava que quando uma amiga me fizesse tal convite eu ficaria mais feliz. Não que eu não tenha ficado feliz, mas estava chocada. Senti como se fossemos sete anos mais velhas. Pelos Deuses, temos apenas DEZOITO ANOS...
Conversamos, fizemos piadas... e quando desliguei o telefone percebi que estava com a cabeça longe dali... Questionava-me como as coisas chegaram naquele ponto. Eu estava começando a considerar a ideia de tentar namorar e ela já pensava em casamento. Ninguém pode dizer que esta diferença é uma questão de maturidade ou problemas na vida, pois até onde eu me lembro nós temos o mesmo olhar sobre o mundo e problemas de igual intensidade...
E eu continuo me perguntando: Por que a vida é tão aleatória? Ou o erro é meu, por ser tão carefree e desapaixonante?