Eu estava zapeando pelos canais da TV há algumas semanas atrás e acabei fazendo uma pequena pausa no reality show mais inútil que eu posso me recordar e ví o Drag Queen (escreve assim?) dizendo para o gay: "É o que tem pra hoje" depois dele ter reclamado de um outro participante.
OK, o programa é terrível, mas aquelas palavras foram as melhores que eu poderia ouvir na situação em que a minha vida se encontra, foram até... sábias! Tiveram um efeito muito grande em mim.
Fazia quase um mês que eu estava totalmente depressiva, sem sair de casa. Estava lastimável, digna de muita pena. Aquelas palavras martelaram tanto na minha cabeça, mas tanto que a solução (que, por acaso, eu já conhacia há muito tempo) se fez bem firme no meu cérebro, tal qual um prego na madeira.
Se está tudo essa bagunça, esse caos... paciência, é o que tem pra hoje! E eu não posso me entregar, não posso deixar que isso tome conta de mim, não posso me excluir do mundo no meu casulo invisível...
Se as coisas estão todas na merda, chorar com a cabeça enfiada nas milhões de almofadas que eu coloquei na cama não resolverá nada. Eu tenho que me mexer e continuar experimentando o mundo lá fora porque o mundo também quer me sentir. Eu tenho que fazer algo que me ajude a resolver as coisas e tornar as coisas (hoje) impossiveis, possíveis um dia.
Daí me animei, virei a Wendi de novo. E estou aqui, feliz e (aparentemente) inabalável.
(e eu tenho a impressão de que esse post tá meio confuso e repetitivo e bobo)