Não sei bem como explicar. É como se eu tivesse passado um longo tempo correndo com um mapa na mão. O mapa da felicidade. Corri, corri e corri. Ops, lado errado. De repente, eu encontrei o arco-íris e logo atrás a área correta. Cavei e lá estava o pote de ouro, brilhante. As terras pelas quais eu corri são minha mente, o arco-íris é o meu 'mais intímo' e o pote de ouro sou eu, embaixo de toda a fortaleza de sentimentos que eu criei para que ninguém me afetasse. Todo aquele brilho dourado é só meu, eu finalmente me encontrei. Eu também sou especial, também sou uma pessoa fantástica como todas as outras que eu vejo por ai. Então eu acordei.
Feliz, olhei para o mundo. Ele não parecia tão feliz quanto eu. Engraçado é que, quando eu não estou bem, o mundo parece ótimo, é como se a minha felicidade não entrasse em harmonia em a felicidade do mundo. Talvez o mundo nunca esteja bem, mas quando eu estou mal qualquer coisa parece melhor do que eu.
Não sei. Só sei que de agora em diante eu vou manter em mente que eu sou tão boa quanto as pessoas que me cercam. Nada de me rebaixar, de achar que o outro não tem motivos para se encantar comigo. Eu também trago em mim uma característica única, útil, independente de qual seja essa característa.
"Quando o sol bate na nossa cara fica mais fácil pra entender que todo aquele brilho é só seu."