terça-feira, 9 de junho de 2009

E não aprendi a amar...

Olhei para ele com um certo pudor, embora estivesse tranquila, a vontade. Ele me sorriu. Seus olhos verdes fitavam os meus, seus braços me envolviam em um abraço quente, confortante, acolhedor.
Tudo nele era um contraste em mim. Seu corpo quente em meu corpo frio. Sua aparência forte ao lado da minha aparência fraca, talvez até doentia. Seus traços perfeitos entortando ainda mais a minha expressão de preocupação. Sua boca larga oferecia o maior dos sorrisos e ninguém notaria o pequeno "D" para baixo que meus lábios formavam. Tudo nele era maior e mais bonito.
Apertei-o com força, como se pudesse fundir suas costas largas aos meus ombros finos. Senti sua respiração leve movimentar alguns fios do meu cabelo. Encostei os lábios em seu ombro nú e não pude deixar de sorrir. Ele era muito mais do que eu, em qualquer momento da minha vida, mereceria e era por isso que eu teria apenas aquele momento com ele e eu estava eternizando-o.
O amor foge de mim.