sexta-feira, 13 de março de 2009

Mania. Cada doido com a sua?

"Uma coisa que muitas delas costumam ter é manias. Quando uma libriana resolve ter uma mania, podem se passar anos até que ela resolva abandona-la."

A minha mania é bem diferente de roer unhas, enrolar as pontas do cabelo nos dedos, fazer bico, piscar os olhos três vezes e blablabla. Okay, também tenho um pouco desses costumes, mas essa mania é diferente. Não conheço ninguém que tenha mania de se apaixonar. Pois é, tenho mania de paixão.
Começou quando eu tive a idéia de procurar coisas bacanas nas atividades diárias que parecem impossível de ser legal. Então, decidi fantasiar namoros meigos com pessoas que via com uma certa frequência em transportes públicos e sua aparência me chamava a atenção de alguma forma. A questão é que eu sou boa nisso! Imagino personalidades diferentes de acordo com o modo como as pessoas se movimentam, sorriem, olham... imagino passeios diferentes, conversas de temas diferentes. E quando me dou conta, todos têm a mesma descrição (embora, vendo-os pessoalmente, não se pareçam em nada): cabelos castanhos, olhos verdes, pele clara, clarríssima. Só pode ser loucura.

Mas hoje me ocorreu o seguinte diálogo com uma amiga:
- Deixa a desejar, mas os personagens se amam taaanto...
- Gostar desse livro é coisa de gente apaixonada!
- Será?
- É sim.

Me fez refletir (quase tudo faz eu refletir). No fundo, não estou apaixonada. A última pessoa que despertou isso em mim está vivendo um namora (espero que) feliz e eu já não sinto nada em relação a isso. Será que sou apaixonada por esses estranhos? Assim, como se não precisasse de nada para despertar paixão em mim. Sou carente e sei bem disso, mas não do tipo de se perde em amores platônicos. Criar paixões por belos donos de olhos verdes é um mero passatempo, como ler, ouvir música, jogar sudoku...
Talvez eu seja apaixonada pela vida... com os outros. Meu próprio nome está relacionado a amor, meu signo é referente a amor e tantas outras coisas que me cercam, todas simbolizam ao amor. Me questiono inúmeras vezes se essa minha mania vem do fato de eu ser 'dona' (sem chance de escolha) de tanto amor e não ter pessoas o suficiente para me livrar de uma carga tão grande da mesma energia. Essa mania um dia vai passar?
As pessoas afetadas por essa coisa excêntricas são capazes de sentir o afeto?