Caminhava sozinha pelo deserto. Sabia que o caminho seria longo, sobreviver seria difícil. Tomava extremo cuidado com cada passo, seus últimos goles d'água estavam, literalmente, em suas mãos. Não podia deixar que lhe escorressem por entres os dedos, precisava daquilo para chegar em seu destino.
Passos lentos, horas rápidas. Cansaço. Tropeçou nos próprios pés e toda a água que trazia atirou-se na areia, logo evaporou. Olhou para o caminho a frente, vazio. Pensou no calor insuportável. Caiu de joelhos na areia, lágrimas escorriam-lhe pela face. Lambeu-as quando chegaram a boca. Argh. O sabor do descuido, do arrependimento, do próprio desprezo, era horrível.
Passaram mais horas...
Organizou a mente. Sabia que mais à frente havia um oasis, sabia que sempre haveria um jeito de dar certo. A medida que se vai perdendo as chances, vai-se dificultando a estrada, mas ela jamais será impossível. Levantou e continuou a caminhar. Aquele era o seu destino, ela jamais desistiria.
"Mas eu sei que um dia a gente aprende. Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança!"
(musica clichê, mas bem verdadeira)