Estava eu a contemplar o céu, como costumo fazer nos dias calmos, aproveitando o vento suave que há algum tempo não passava por essas bandas, quando vi o avião passando e em seguida, ouvi seu barulho. Logo menos estaria no aeroporto.
Aquele não era o meu avião. O meu avião só chega daqui 21 dias, no fim do dia, e com certeza eu não poderia vê-lo, pois pouzará em outro aeroporto. Mas aquele avião me fez pensar no meu avião. Okay, devo lembrar que não é o meu avião, e sim o avião que eu espero... Não, não estou esperando um avião chegar, estou esperando um avião que vai fazer meus dois gaúchos chegarem. Que também não são meus gaúchos, são amigos do sul....
Enfim, quando o avião sumiu do meu campo de visão percebi que sorria, sorria sinceramente. Não tem como descrever a vontade que tenho de tê-los em meus braços, abraçar, sorrir, beijar... São algumas noites de insônia, frio na barriga quando fazemos nossos planos, risos sem motivos com pequenas imaginações.
Como posso amar pessoas que nunca vi de tal forma? Como posso amar pessoas das quais não sinto suas energias mais do que muitas que posso sentir frequentemente? Não me importa muito, importa que serão meus (com o perdão da posse) durante quase três dias, um dos melhores três dias.