sexta-feira, 15 de maio de 2009

The Fire In Your Heart Is Out

Confesso que demorei a reconhecê-lo. Daí então notei: o cabelo, os olhos, os traços, a pele... Minha kriptonita, sorrindo para mim como se estivesse feliz em me ver alí, naquela hora. Não pude deixar de lhe sorrir de volta, como se eu quisesse vê-lo por alí também. Demos abraços e beijos no rosto, como amigos que somos e seguimos nosso caminho falando sobre assuntos banais, como sempre. Eu esperava que fosse doer, mas não doeu. Talvez porque eu já tinha preparado meu psicológico para uma forte pontada no peito toda vez que fosse vê-lo ou porque as pessoas que estavam me acompanhando não conheciam o drama com detalhes o suficiente para perguntarem se eu estava bem ou como eu me senti, mas isso não importa. Não doeu e pronto.
Passei o dia me lembrando daquele sorriso, saboreando aquela imagem. Há quanto tempo eu não via aquilo? Há quanto tempo ele não me falava sobre sua vida? Flagrei-me mergulhada na mesma mania que tinha há muitos meses atrás: estava 'Platonizando'. Como seria acordar todos os dias, olhar para o lado e receber o meu sorriso preferido como "Bom Dia!". Como seria bom vê-lo todos os dias. Como seria gratificante ter sempre a sua companhia. E os pensamentos mais meigos dominam minha mente quando me vejo ao lado dele.

"I don't believe that anybody feels the way I do about you now(...).
There are many things that I would like to say to you, but I don't know how because maybe you're gonna be the one that saves me and after all you're my wonderwall"