domingo, 3 de maio de 2009

Kriptonita.

Não importa o quanto eu me encontre em mim, o quanto eu cresça ou o quão forte a muralha de sentimentos que criei contra ele esteja, ele está sempre um passo a frente, ele destrói a muralha com o mais sereno "Olá". Não tem nada a ver com a sua beleza descomunal (aos meus olhos cansados), é simplesmente sua presença. Não há felicidade com ele por perto, ele suga qualquer coisa boa que eu posso extrair do meu mais íntimo. Ele me derruba. Ele pisa no meu coração.
E não há nada que alguém possa fazer por mim ou falar apenas para me animar, confortar, conformar. É uma batalha muito íntima. Eu preciso de 1h (ou 30min, que seja) para recolher cada caco daquilo que um dia foi inquebrável e protegido, preciso desses minutos tão preciosos para ficar sozinha na minha mente, fechar meus pensamentos àquilo que DEVE ser visto em primeiro lugar: Eu.
É, eu sei. 1h é muito rápido para fazer o que eu levava semanas ou até mesmo meses, é uma evolução muito grande e trás esperança pensar que eu posso fazer isso em menos tempo ainda no futuro, mas mesmo que eu leve apenas 1 minuto pra me recompor, pra disfarçar e juntar meus cacos, ele ainda será minha kriptonita. O chão ainda se abrirá em um buraco sem fim aos meus pés toda vez que ele dirigir qualquer palavra à mim.
É muita imponência, muito 'comando' sobre mim e eu sinto que sempre que lhe sorrio, meus olhos estão sem vida.

"Você me quer só a metade
Mas pra mim você está em toda a parte"