sábado, 30 de maio de 2009

Reminiscências. VII

Morava em Minas Gerais, apenas eu, meus pais e meu irmão. Longe de qualquer pessoa da família, por motivos que eu só descobri esse ano e não vem ao caso contar aqui. Enfim, não tinha muito o que fazer naquela cidade minúscula, não quando se é Paulista. De qualquer forma, nos matriculamos nos cursos do SESC de lá, eu fazia um desses pacotes Office e meus pais e meu irmão faziam Corel Draw, pra passar um pouco o tempo. Ao fim do curso, esperávamos o porteiro, enquanto tocava forró (da turma de forró, devo lembrar que não gostamos desse tipo de música.) e já estávamos ficando impaciente quando meu pai resolveu descontrair.
Me puxou para dançar, e disse:
- Poxa, filha, você dança toda dura... vou te ensinar a dançar forró. - dito isso, colocou a mão em minha cintura e começou a fazer cócegas. Qualquer pessoa sabe que, fisicamente, eu sou a pessoa mais sensível do mundo, tenho cócegas até na aura. Você já deve estar imaginando... Comecei a me contorcer loucamente, e meu pai ia me girando.... - Muito bem! Agora você está dançando direitinho... É assim que as pessoas dançam forró, fazendo cócegas uma na outra.
Comecei a fazer cócegas nele e ele, claro, fingia que sentia cócegas e se contorcia. E eu (com toda a minha inocência de criança de 9 anos) realmente acreditava que daquele jeito se dançava forró, que estávamos dançando certinho.

Lembrar disso é ter uma crise de risos e é claro que você não entende, seu pai não é bobão como o meu.