Egoístas, metidas. É o que pensam de nós quando percebem o quanto nos amamos, parecem cegos quando deixam de perceber que o nosso amor aos outros se baseia em nosso amor próprio. Somos incapazes de amar terceiros quando não estamos nos amando.
Julgam-nos fúteis quando ouvem nossas conversas nas ruas, mal sabem que as conversas que realmente importam nós temos com quem é realmente importante e não somos tolas a ponto de ter tais conversas fora de um 'local seguro'. Somos donas de nosso silêncio para não nos tornarmos escravas de nossas palavras.
Bravas? Sérias? Imponentes? Malvadas? Pura fachada! Até concordo que nem sempre somos as mais finas flores, ainda nos falta boas doses de simpatia, mas garanto-lhes que somos os tipos mais calmos, bobos, compreensíveis e bonzinhos desse 'meio' em que vivemos.
As vezes acho que pecamos um pouco na espontaneidade. Fazemos e falamos aquilo que temos vontade, sem reservas, escrúpulos ou vaidades.
Entendo aqueles que de nós não se aproximam, até porque tenho certo medo das pessoas como eu, cujas aparências e personalidades formam conjuntos de contradições.
Precisamos (e sabemos disso) de pessoas que nos coloquem nos eixos (embora nossos 'eixos' sejam bem diferentes do que a sociedade idealiza), mas quem tem coragem de o fazer?
"Who's gonna ride your wild horses? Who's gonna drown in your blue sea? Who's gonna taste your saltwater kisses? Who's gonna take the place of me? Who's gonna ride your wild horses? Who's gonna tame the heart of thee?"